Excesso de escândalos faz eleitor tratar denúncias como ruído, diz cientista político
Para Carlos Melo, a sucessão de casos envolvendo governo e oposição reduz o impacto das denúncias sobre o eleitorado. A sequência de investigações, denúncias e acusações que atingem tanto o governo quanto a oposição pode, em vez de ampliar o desgaste dos candidatos, fazer com que parte do eleitorado passe a tratar novos episódios como apenas mais um ruído da campanha. A avaliação é do cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Durante o Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, ele afirmou que a velocidade com que um caso substitui o outro reduz a capacidade de cada escândalo permanecer no centro do debate eleitoral. “Está havendo uma vulgarização, uma banalização do escândalo. O escândalo de ontem é superado pelo escândalo de hoje, que será superado pelo escândalo de amanhã. As coisas vão acontecendo de forma vertiginosa e o eleitor de verdade, que é muito diferente de nós, que acompanhamos a política com atenção, começa a olhar isso como ruído”, afirmou. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: InfoMoney