Legislativo peruano volta a atuar com duas Casas pela primeira vez em mais de 30 anos; partido de Keiko domina. O fenômeno, que dá ares de parlamentarismo a um sistema presidencialista, é reflexo da força que o Congresso do Peru acumulou desde 2016, quando o último líder que conseguiu completar seu mandato deixou o poder. Há muito o protagonismo do órgão deixou de ser uma manifestação saudável do equilíbrio entre os Poderes e virou um fator decisivo para a instabilidade do país. Ao que pesquisas indicam, a população sabe disso. De acordo com um levantamento feito em maio de 2025 pelo Instituto de Estudos Peruanos, 93% dos entrevistados desaprovam a atuação do Congresso —índice que se mantém acima dos 90% desde março de 2023. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. A própria eleição, outro termômetro para o nível de satisfação dos eleitores, comprova o rechaço dos peruanos em relação ao Poder: impulsionados pela campanha #PorEstosNo, que desincentivava a população a reeleger políticos, os peruanos mantiveram apenas 24 dos 130 políticos no Congresso. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.