Magyar avança no expurgo da era Orbán com novo presidente na Hungria
Parlamento elege ex-juiz da Suprema Corte András Baka, que autocrata demitiu após crítica. Devolver à esfera pública uma das primeiras vozes que se levantou, na década passada, contra a "democracia iliberal" do antecessor, eufemismo para autocracia, é um gesto significativo para Magyar. Desde que tomou posse, em maio, após vitória expressiva nas urnas, o premiê não tem economizado no expurgo que promove nos diversos estamentos do poder na Hungria. Magyar já derrubou transmissões da TV pública, instrumentalizada pelo antecessor, limitou mandatos de parlamentares e baixou a idade de aposentadoria de juízes, entre outros atos, apoiado pela maioria constitucional que obteve nas urnas com seu partido, Tisza. O ritmo das mudanças é criticado não só pelo Fidesz, legenda de Orbán, que classifica como "tirania", mas também por entidades como a Anistia Internacional, que temem que os ritos democráticos, como processos de consulta e regimentos, estejam sendo ignorados pelo caminho. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo