Andy Burnham recua de discurso de reversão do brexit
Pesquisa mostra que 75% dos britânicos querem relação mais próxima com a União Europeia. Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris. Andy Burnham já quis levar o Reino Unido de volta à União Europeia, e não faz muito tempo. "Quero que voltemos à UE. Espero que aconteça durante a minha vida", disse o então prefeito de Manchester na conferência do Partido Trabalhista, no ano passado. Empossado na segunda-feira, 20 de julho, como primeiro-ministro, ele evita repetir a frase. A distância entre o que Burnham acredita e o que pode fazer virou uma das questões centrais da política europeia. O sétimo premiê britânico em dez anos herdou uma dívida pública de 102,3% do PIB, inflação acima da meta e uma economia que, segundo estudo das universidades Stanford, Nottingham e King's College, ficou entre 6% e 8% menor do que seria sem a saída do bloco. Burnham promete responder com descentralização, reindustrialização e alívio no custo de vida. Sua primeira medida foi o corte da tributação da energia elétrica. Nos discursos iniciais, a Europa quase não apareceu. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo