Título de inflação mais curto tem a maior taxa desde o lançamento do papel, e prefixados aumentam o fosso para a Selic, aumentando expectativas de mais altas da Selic. O Tesouro IPCA+ 2032 renovou a máxima histórica da série nesta quinta-feira (18), abrindo a 8,51% ao ano, de 8,33% no fechamento de quarta-feira, alta de 18 pontos-base e maior taxa registrada desde o lançamento do papel em fevereiro. A sessão é marcada pela digestão das decisões de juros na véspera no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,25%, e Kevin Warsh estreou como presidente do Fed com um discurso interpretado pelo mercado como inclinado a altas de juros. O corte do Copom, paradoxalmente, ampliou em vez de reduzir o fosso entre a taxa básica e os prefixados. Com a Selic agora em 14,25%, o Tesouro Prefixado 2029 a 14,75% opera 50 pontos-base acima da taxa básica, ante apenas 25 bps na véspera. Esse distanciamento reforça a leitura de que o mercado não acredita no ciclo de cortes e embute na curva a possibilidade de que os juros voltem a subir. O Prefixado 2032 subiu de 14,67% na quarta para 14,76% nesta quinta, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,53% para 14,62%. Nos demais títulos de inflação, o IPCA+ 2040 sobe de 7,51% para 7,61%, e o IPCA+ 2050 opera com variação mais contida, de 7,21% para 7,26%. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.