Análise do Itaú BBA mostra que investidores passaram a exigir retornos maiores para carregar CRAs do setor desde meados de março; veja as razões. Os certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) emitidos por empresas de proteínas passaram a oferecer retornos significativamente maiores nas últimas semanas. Os spreads do setor acumularam abertura média de cerca de 120 pontos-base desde meados de março, levando os papéis para patamares acima da mediana histórica do setor, segundo análise do Itaú BBA. Na prática, isso significa que os investidores estão exigindo uma remuneração maior para carregar esses papéis, o que reflete aumento na percepção de risco do setor. Após essa reprecificação, os CRAs de Minerva ( BEEF3 ), BRF e Marfrig passaram a negociar com yields no quartil superior do universo de emissores comparáveis. Apesar de operarem hoje como MBRF Global Foods Company ( MBRF3 ), BRF e Minerva emitiram CRAs antes da fusão que continuam negociando separadamente no mercado secundário. O principal motivo para a alta nas taxas é a mudança no ciclo do gado no Brasil. Após anos de expansão do rebanho, o país entrou numa fase de oferta mais restrita de animais para abate, o que encarece a matéria-prima dos frigoríficos e comprime as margens. Nos Estados Unidos, o cenário é semelhante: o rebanho ainda está próximo da mínima histórica do ciclo e a recuperação não deve ganhar tração antes de 2028. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.