Declarações chegam a 46,1 mil até julho de 2026 e especialista alerta que mudança apenas formal pode gerar cobrança retroativa de impostos e multas. O número de brasileiros que formalizou a saída fiscal do país disparou em 80% nos últimos cinco anos. O movimento acentuado chamou atenção da Receita Federal para situações em que a mudança para o exterior existia apenas no papel e não na vida real do contribuinte, de acordo com especialista ouvido pelo InfoMoney. Os dados do Painel de Declaração de Saída Definitiva, da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, mostram que o número de declarações passou de 25.680 em 2021 para 46.188 até julho de 2026. A maior mobilidade internacional dos brasileiros e a busca por planejamento patrimonial e tributário em outros países estão por trás dessa decisão. Mas esse crescimento também levanta uma questão importante para quem decide transferir sua residência fiscal: comunicar a saída à Receita não significa que a relação econômica com o Brasil deixe de existir. Na avaliação do advogado Leonardo Alves de Abreu, do escritório De Natale Advogados, o Fisco está atento, justamente, aos casos em que a situação formal declarada pelo contribuinte não corresponde à realidade. A preocupação está principalmente nas chamadas saídas fictícias, estruturadas com o objetivo de afastar a tributação brasileira sem que exista, de fato, uma mudança consistente da vida do contribuinte para outro país. “É no conflito entre a declaração formal e a realidade que residem os maiores riscos”, afirma Abreu. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.