Em cinco dias, um alívio geopolítico, duas decisões de juros e um discurso do novo presidente do Fed combinaram para levar as taxas do Tesouro IPCA+ ao maior patamar desde a crise. Foi uma semana fora do comum para quem investe em renda fixa no Brasil. Os juros reais, ou seja, o que o investidor ganha acima da inflação, atingiram o maior patamar desde a crise financeira global de 2008, em movimento influenciado por geopolítica e política monetária. Como resultado quem já estava posicionado viu o valor dos seus títulos recuar no mercado, enquanto quem ficou de fora começou a se perguntar se ainda dá tempo de entrar. A semana começou, na verdade, na sexta anterior, com um movimento na direção oposta. O IPCA de maio veio acima do esperado, mas ainda assim as taxas do Tesouro IPCA+ caíram com força após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo, derrubado o petróleo. Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o dado de inflação sequer assustou o mercado, por estar concentrado em itens vistos como choque de oferta. A mecânica do título explica parte da reação, já que o IPCA+ corrige o principal pela inflação e uma alta do índice não exige taxa maior no mercado secundário. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.