Pedido da fabricante de brinquedos ocorre em meio a um recorde de reestruturações e inadimplência elevada no país. O pedido de recuperação judicial da fabricante de brinquedos Estrela, uma das marcas mais tradicionais da indústria brasileira, reforçou o cenário de pressão financeira enfrentado por empresas em diferentes setores da economia em meio ao crédito caro e ao ambiente macroeconômico desafiador. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a decisão decorre da necessidade de reestruturar seu passivo diante de “pressões econômicas e setoriais relevantes”, citando o aumento do custo de capital, as restrições de crédito e mudanças no comportamento do consumidor infantil, com avanço da concorrência de alternativas digitais. O caso da Estrela ocorre num momento em que as recuperações judiciais seguem em patamar historicamente elevado no Brasil, como mostra um levantamento feito pela Serasa Experian em 2025, ano em que foi registado um recorde histórico de empresas em recuperação judicial, com 2.466 CNPJs envolvidos, alta de 13% em relação a 2024, o maior volume da série histórica da instituição. Pela ótica processual, foram 977 pedidos de recuperação judicial, avanço de 5,5%, também no maior nível desde 2016. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.