ARTIGO: Com fecundidade abaixo da taxa de reposição, Brasil terá de decidir se quer administrar o envelhecimento — ou voltar a crescer importando gente. Mercados Tecnologia Empresas ESG Entrar Tecnologia Quer mudar o Brasil? Mude o brasileiro ARTIGO: Com fecundidade abaixo da taxa de reposição, Brasil terá de decidir se quer administrar o envelhecimento — ou voltar a crescer importando gente. Há uma pergunta que nenhum plano de governo brasileiro teve coragem de fazer nas últimas décadas: quem vai construir o Brasil de 2050? Não é uma pergunta retórica. É uma pergunta de aritmética. A taxa de fecundidade brasileira caiu para cerca de 1,5 filho por mulher, bem abaixo dos 2,1 necessários para repor a população. O país que se acostumou a se pensar jovem envelhece em velocidade recorde: o que levou um século na França acontecerá aqui em uma geração. A população atinge o pico ainda nesta década de 2030 e, a partir daí, encolhe. Menos gente trabalhando, mais gente aposentada, e uma conta previdenciária que nenhuma reforma consegue fechar apenas mexendo em idade mínima e alíquota. Diante disso, o debate público brasileiro discute tudo (juros, impostos, privatização, indústria), menos a variável mais óbvia. Todos os países que enfrentaram esse mesmo abismo demográfico e mantiveram suas economias vivas fizeram, em algum grau, a mesma coisa: importaram gente. Canadá, Austrália, Alemanha, até o Japão, o mais relutante de todos, renderam-se à evidência. O Brasil, não. O Brasil tem hoje cerca de 1% de sua população nascida no exterior. Nos Estados Unidos, são 15%. Na Austrália, quase 30%. Somos, na prática, um dos países mais fechados do mundo. E um dos que menos podem se dar a esse luxo. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.