Dados extraídos do celular dela embasaram decisão que bloqueou R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar, a extração de dados do celular de Tuca —apreendido em dezembro passado, na primeira fase da Operação Transparência— revelou "a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas". Nele, Valdemar aparece como responsável por definir e remanejar emendas apesar de não ser parlamentar. A PF descreve Tuca como a "personagem principal do engendro". Ela seria quem centralizava, processava e organizava as indicações de Valdemar, com o auxílio de outros dois servidores da Câmara: Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto, ambos da liderança do PL. Nos diálogos citados na decisão, é Tuca quem recebe as cobranças e os pedidos vindos de Valdemar por meio dos outros dois. Em uma conversa de agosto do ano passado, Garigham avisa que havia marcado uma reunião com Valdemar e que ele "vai jogar no turismo os 24" —o que seria uma referência a R$ 24 milhões em emendas na área de turismo. Tuca responde pedindo calma e diz que já teria resolvido parte dos valores. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.