Quem controla os acessos dos agentes de IA?
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a assumir tarefas, tomar decisões e interagir com sistemas em nome de pessoas e. Seu resumo inteligente do mundo tech! Assine a newsletter do Canaltech e receba notícias e reviews sobre tecnologia em primeira mão. E-mail inscreva-se Confirmo que li, aceito e concordo com os Termos de Uso e Política de Privacidade do Canaltech. Reprodução/IAEA A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a assumir tarefas, tomar decisões e interagir com sistemas em nome de pessoas e empresas. Esse avanço inaugura uma nova discussão sobre segurança: como controlar identidades digitais que não pertencem a colaboradores humanos, mas a agentes de IA? Acredito que este será um dos principais desafios da cibersegurança corporativa nos próximos anos. Se as empresas não tratarem esses agentes como identidades críticas, com limites claros de acesso e autonomia, poderão criar uma camada de risco justamente quando buscam mais eficiência e inovação. A velocidade dessa transformação ajuda a explicar o tamanho do alerta. No início deste ano, a McKinsey informou que sua equipe de consultoria, composta por 40 mil pessoas, havia sido ampliada com 25 mil agentes de IA em apenas dois anos. No varejo, a IA também já mostra impacto direto nos negócios. Segundo a Adobe, o tráfego online impulsionado por IA na Black Friday de 2025 gerou US$ 22 bilhões em receita, um crescimento de 805% em relação ao ano anterior. A Klarna, por sua vez, informou que mais de 60% das interações de chat em seu atendimento ao cliente já são conduzidas por agentes de IA. Esses dados mostram que não estamos diante de uma tendência distante. Os agentes já estão entrando na operação das empresas, acessando informações, fluxos de trabalho, aplicações e, em muitos casos, tomando ações com algum grau de autonomia. É justamente aí que começa o problema. Cada agente de IA precisa de uma identidade própria e de permissões bem definidas. Se um colaborador muda de área, assume uma nova função ou deixa a empresa, seus acessos devem ser revistos. O mesmo raciocínio precisa valer para agentes de IA. Quem criou esse agente? Quais dados ele pode consultar? Que sistemas pode acessar? Que ações está autorizado a executar? Quem acompanha seu comportamento? Sem essas respostas, a empresa passa a conviver com identidades digitais pouco visíveis, mas potencialmente muito influentes. Esse cenário se agrava com a chamada shadow AI, ou IA invisível, quando profissionais e áreas de negócio adotam ferramentas e agentes por conta própria para ganhar produtividade. A intenção pode ser legítima, mas, sem governança, esses agentes podem interagir com APIs, sistemas internos, aplicações externas e dados sensíveis fora dos controles formais da organização. A evolução do tema deve ser observada por seus possíveis efeitos sobre inovação, regulação, negócios e comportamento do mercado. Use com naturalidade termos como tecnologia, inovação, negócios digitais e impacto no mercado quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Canaltech