Equipe é moldada na Europa e tem atletas importantes nascidos no Velho Continente, como Hakimi e Brahim Díaz. O modelo baseado na diáspora atingiu seu auge com a campanha histórica na Copa de 2022, quando a seleção marroquina se tornou a primeira africana a chegar a uma semifinal. Terminou com o quarto lugar. Dos 26 jogadores convocados, 14 nasceram fora do país, ou seja, 54%, mais do que em qualquer outra equipe naquela edição do torneio. Quatro anos depois, com uma recente troca de técnico —em março, Walid Regragui deu lugar a Mohamed Ouahbi—, essa presença é ainda maior nas listas mais recentes, próxima de 60%, reforçando o peso da dupla nacionalidade na composição do elenco. O país foi o primeiro da África a se garantir no Mundial deste ano, como líder do Grupo E das Eliminatórias da CAF (Confederação Africana de Futebol). A forte ligação com a Europa aparece também no dia a dia dos jogadores. Na Copa de 2022, 73% dos convocados atuavam em clubes do continente. No ciclo atual, esse índice subiu para 79%. O movimento se repete na formação. A proporção de atletas desenvolvidos em clubes europeus passou de 69% para 82%, de acordo com o site oGol, especializado em dados sobre o futebol. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.