Donald Trump jamais compreenderia a poesia em. No livro "Veneno Remédio: o Futebol e o Brasil", José Miguel Wisnik, filósofo, poeta, "uspianista" e boleiro de mão (pé) cheia (o), também dá suas pedaladas diante da questão podal. Diz que por ser jogado pelos pobres habitantes do sul corporal, não pelos primos ricos do hemisfério Norte, como o vôlei ou o basquete, o futebol tem um ingrediente a mais de surpresa. Pisa sempre sobre o imponderável. Um mínimo descuido e é gol contra, é bunda na grama ou bola pra arquibancada. Nisso que dá meter, literalmente, os pés pelas mãos. (Já pode ter acontecido, mas nunca vi, no basquete, uma "cesta contra".). Antes do apito inicial, portanto, o jogador de futebol já está, senão fadado ao fracasso, pelo menos embicado em sua direção. O boleiro, "underdog" de si mesmo, joga não só contra dez adversários, mas contra 3 bilhões de anos de seleção natural. Taí parte da beleza do ludopédio, apontada pelo jornal alemão—e é exatamente essa beleza, acredito, que os americanos são incapazes de enxergar. Por que, ó céus, dedicar-se a um esporte tão canhestro? Eis o que perguntariam aos céus os americanos, caso questionassem os deuses, mas não o fazem. O Deus protestante, espírito do capitalismo, fala através das vitórias e derrotas dos mortais. Os "winners" são os escolhidos, os "losers", condenados. Melhor, então, apostar na eficiência destra da bola ao cesto, onde as estatísticas, a meritocracia, o plano e a razão sempre vencem o acaso. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.