Filme acompanha histórias paralelas permeadas pelo luto. Edição Impressa Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Alessandra Monterastelli Cannes (França) Pedro Almodóvar ainda é fascinado pelo mistério da criação. É o que ele mesmo diz, aos 76 anos e com quase meio século de carreira. Reconhecido como um dos cineastas mais influentes de sua geração, o espanhol busca entender a ligação entre a inspiração e a vida em seu novo filme, " Natal Amargo ", que chega aos cinemas nesta quinta-feira (29), após estrear no Festival de Cannes. O longa acompanha duas histórias paralelas. Uma é real; a outra é inventada pelo diretor de cinema Raúl, que vive uma crise criativa. Ele começa, então, a inserir em seu novo roteiro fatos que acontecem na vida de pessoas ao seu redor, alguns deles muito doloridos. Sua personagem inventada, Elsa, faz o mesmo e volta a escrever depois de anos, motivada pelo sofrimento de duas amigas, ao mesmo tempo em que tenta superar a perda da própria mãe. O luto atravessa todos os personagens de "Natal Amargo". Tanto Raúl, que sofre pelo fim da própria criatividade, quanto as amigas de Elsa —Patrícia, que enfrenta o fim de um longo relacionamento, e Natália, que perdeu o filho pequeno em um acidente. O conflito se instala em dose dupla quando as pessoas ao redor de Raúl, e também aquelas da vida de Elsa, descobrem que suas dores viraram roteiros. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.