Opinião - Lucia Hauptman: Risco maior não é militar; é financeiro
Designação de PCC e CV como organizações terroristas pode prejudicar operações internacionais legítimas. Assine Fechar sidebar menu Minha Folha Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Sair United States of America flag English edition Edición en español Edição Folha Últimas Textos da edição folha Casafolha Clube Gourmet Clube Folha Bem-estar Educação Gastronomia Lazer e Cultura Turismo Folha Jogos Séries Folha Todas opinião Editoriais Charges Tendências/Debates colunas mais populares Mais lidas Mais comentadas acervo folha fotografia política Lula eleições 2026 painel Entrevista da 2ª brasília hoje economia imposto de renda investimentos previdência painel s.a. agrofolha mercado imobiliário folha ESG mpme publicidade legal recall energia limpa tecnologia veículos cotidiano rio de janeiro loterias Educação Folha Estudantes Folha de redação Enem Ranking Universitário Folha escolha a escola mundo guerra no irã guerra israel-hamas guerra da ucrânia estados unidos china rússia israel coreia do norte venezuela ambiente cop30 saúde Vita equilíbrio ciência ilustrada mônica bergamo quadrinhos painel das letras coleções folha ilustríssima esporte copa do mundo campeonato paulista campeonato brasileiro futebol internacional notícias por estado São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais mais estados podcasts F5 outro canal Bichos celebridades horóscopo Folha Social+ guia folha turismo folhinha folhateen comida CozinhAÍ deltafolha dias melhores Seminários Folha empreendedor social tv folha o melhor de sãopaulo parceiros Aeroin Agência Fapesp BBC News Brasil Bloomberg Deutsche Welle Financial Times Mensagem de Lisboa Piauí Público Quatro Cinco Um Radio France Internationale The Conversation The Economist The New York Times banco de dados painel do leitor mais seções folha en español folha in english folhaleaks folha tópicos versão impressa Mapa do site classificados fale com a folha Canais para o leitor anuncie (publicidade folha) atendimento ao assinante erramos ombudsman painel do leitor Sobre a Folha sobre o grupo folha expediente política de privacidade projeto editorial treinamento trabalhe na folha Contraste Claro Escuro Siga a folha Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no X Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Linkedin Link externo, abre página da Folha de S.Paulo no Instagram Link externo, abre página RSS da Folha de S.Paulo Descrição de chapéu Opinião Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos. Na semana passada entrou em vigor a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital ( PCC ) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A reação brasileira seguiu um padrão conhecido: debate-se o cenário mais ruidoso e menos provável, enquanto se ignora o canal de transmissão mais imediato. Esse canal não é militar. É financeiro. O Brasil é grande demais para ser tratado como México ou Venezuela. Mas seus cidadãos e empresas dependem de bancos, comércio exterior e investimentos conectados ao sistema financeiro global. A primeira consequência provável será o aumento da cautela das instituições financeiras. Quem estiver com cadastros, origem de recursos e documentação em ordem provavelmente seguirá operando. Quem não estiver poderá enfrentar o chamado "de-risking": o encerramento preventivo de relações por bancos que preferem perder clientes a correr o risco de servir, ainda que sem saber, alguém associado a uma entidade designada pelos Estados Unidos. Na prática, isso pode significar atrasos, bloqueios ou dificuldades em operações internacionais legítimas. O problema não será apenas de quem comete crime. Será também de quem não consegue provar rapidamente que não tem relação alguma com ele. A segunda consequência será o custo. Processos de diligência e monitoramento tendem a ficar mais caros e mais lentos. Instituições internacionais deverão exigir mais informações de clientes brasileiros. Há ainda um agravante. Em sanções tradicionais, autoridades americanas costumam divulgar nomes, documentos e empresas relacionadas aos alvos. Neste caso, foram designadas facções, não indivíduos. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
Este assunto faz parte da cobertura de Brasil. Para aprofundar a navegação, explore também as editorias conectadas abaixo e leia mais matérias relacionadas ao tema.

Publicidade · Compra direta
Conheça empreendimentos de alto padrão em Meia Praia, Itapema, fale direto com a Koch Construtora e receba atendimento comercial pelo WhatsApp.
Quero comprar com a construtora
Fonte: Folha de S.Paulo