Antes de acordo de paz, Washington forneceu assistência militar a Bogotá para conduzir campanha contra as Farc. Hoje, os rebeldes de esquerda que assinaram o acordo de paz de 2016, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foram substituídos por grupos armados que focam o tráfico de drogas para lucro em vez de lutar pelo marxismo. Eles aumentaram massivamente a produção de cocaína e desenvolveram novos mercados para ela. O resultado é que o crime organizado e a violência estão se tornando questões centrais de Antuérpia e Dubai ao Rio de Janeiro. Em determinado momento de 2019, Taquanas teve de fugir de casa enquanto estava grávida, quando homens armados que buscavam expandir seu território mataram cinco pessoas na vila e a ameaçaram. O mesmo padrão foi observado em grandes partes da Colômbia, onde a produção de cocaína mais que triplicou na última década, com grande parte da nova produção indo para a Europa. Para a própria Colômbia, o aumento na produção demonstra como os longos conflitos civis do país agora estão sendo impulsionados por exércitos privados com fins lucrativos, financiados pelo hábito mundial de consumo de cocaína. Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo. Esse processo se acelerou sob o governo do presidente que está deixando o cargo, Gustavo Petro, ele próprio um ex-guerrilheiro de esquerda, que lançou uma nova iniciativa de negociação em 2022 com todos os grupos armados. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.