Carolina Grillo afirma que Estado insiste em enxergar facções como estruturas piramidais, enquanto organizações criminosas operam em redes flexíveis, com lideranças facilmente. Durante décadas, a estratégia de combate ao crime organizado no Brasil foi construída em torno da prisão ou da eliminação das grandes lideranças das facções. A lógica era simples. Sem seus chefes, as organizações perderiam capacidade de comando e acabariam desarticuladas. Para a pesquisadora Carolina Grillo, do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI-UFF), essa visão já não corresponde ao funcionamento das principais organizações criminosas do país. A avaliação foi feita durante o Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, desta semana. Segundo ela, o Estado continua perseguindo uma estrutura hierárquica que, na prática, deixou de existir. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.