A inadimplência das MPMEs concentra 89% do crédito em atraso no Brasil. Entenda como a nova regra do BC, juros e gestão afetam as empresas. As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras são as responsáveis por quase nove em cada dez reais dos empréstimos do setor em atraso no país. Em junho de 2026, dos R$ 85,1 bilhões de crédito concedido para empresas e sem pagamento há mais de 90 dias, essas empresas concentravam R$ 75,6 bilhões, ou 88,9% do total. A conta inclui tanto os atrasos efetivos quanto os potenciais, que entram no balanço dos bancos após uma mudança regulatória para evitar uma exposição excessiva do setor à falta de pagamentos. Isso faz com que a taxa de inadimplência também seja maior neste segmento. Em junho, o índice das MPMEs atingiu 5,71%, contra apenas 0,66% das grandes companhias. A distância de 5,05 pontos percentuais é uma das maiores registradas pelo Banco Central (BC) desde agosto de 2017. O peso das menores no saldo devedor ocorre mesmo com uma divisão equilibrada na concessão: elas respondem por 48% do saldo da carteira de pessoas jurídicas, enquanto as grandes ficam com os 52% restantes. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.