Conselheira econômica de candidato do PL diz que pesquisas mostram que a crise entre Michelle e enteado é ‘página virada’, sinaliza ajuste de gastos de 1,5% do PIB e propõe. Cotada para vice do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e coordenadora da agenda econômica do senador, a administradora Daniella Marques diz não gostar do rótulo “Paulo Guedes de saia”, que tem sido citado nos bastidores da campanha. Auxiliar do ex-ministro da Economia, ela defende o legado do governo Bolsonaro, mas evita se comprometer com conceitos como o DDD (Desvincular, Desindexar e Desobrigar o orçamento). Também se mostra mais cautelosa do que o seu ex-chefe ao indicar o caminho que uma eventual nova gestão da oposição deve percorrer para ajustar as contas públicas: uma redução de gastos da ordem de 1,5% do PIB. O arcabouço fiscal virou uma peça de ficção. Temos conversado sobre alguma instância de governança, um conselho superior, para o qual traremos os outros Poderes para o debate orçamentário. Hoje, temos os três Poderes ordenando despesas e só um controlando, que é o Executivo. O Congresso e o Judiciário têm a própria pauta de expansão de gastos. A boa vontade técnica, muitas vezes, não tem respaldo político. Acho que vai ter que ter um pilar de diálogo e uma instância de governança, para os quais traremos uma corresponsabilidade. Vão ter que ser partícipes da solução, e não do problema. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.