Gestora argumenta que BC pagou caro por uma comunicação mal recebida pelo mercado - mas que, na verdade, tem raiz no modelo de decisão da autoridade. O Banco Central cortou a Selic e pagou o preço imediato nas curvas de juros. No dia seguinte à decisão, os papéis do Tesouro prefixados e atrelados à inflação abriram entre 0,3 e 0,4 ponto percentual em uma única sessão, numa reação de um mercado que leu a decisão como uma mudança de regras com abalo direto sobre a credibilidade da autoridade monetária. Para a Mar Asset Management, o episódio ilumina um problema mais profundo no desenho da comunicação do Banco Central. “O principal risco de um framework excessivamente rígido não é que ele produza decisões erradas. É que ele transforma decisões razoáveis, tomadas em ambiente de elevada incerteza, em aparentes erros de política monetária”, diz o economista Paulo Coutinho em relatório. A consequência, escreve, é que o modelo tende a sinalizar a necessidade de juros mais altos mesmo quando a demanda interna não está pressionando os preços. O BC, portanto, ficaria diante de um dilema: seguir o modelo mecanicamente e arriscar apertar demais, ou exercer julgamento e pagar o custo de ser interpretado como menos comprometido com a meta. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.