Malcolm Gladwell: é melhor ter um pai que ganhe US$ 100 mil do que um bilionário
Autor aponta que excesso de privilégio pode reduzir a ambição e cita estudos sobre os efeitos da pressão e do isolamento em famílias de alta renda. Fazer parte de uma família milionária, ou até bilionária, pode parecer um sonho. Mas, segundo o jornalista e escritor Malcolm Gladwell, a riqueza extrema pode acabar privando as crianças de algo importante: a motivação para conquistar o sucesso por conta própria. “Eu preferiria ter um pai que ganhasse US$ 100 mil por ano a um pai bilionário”, disse Gladwell em uma palestra realizada na Microsoft em 2009, que recentemente voltou a circular nas redes sociais. “Acho que ter um pai com um bilhão de dólares poderia ser bastante prejudicial para a sua motivação. É uma vantagem que, na verdade, se transforma em desvantagem.”. Para Gladwell, que acumulou uma fortuna estimada em US$ 30 milhões graças ao trabalho como jornalista, autor de best-sellers e apresentador de podcasts, a questão não é que toda criança precise crescer enfrentando dificuldades financeiras. O ponto é que existe um equilíbrio ideal entre a escassez e a abundância extrema: dinheiro suficiente para oferecer estabilidade e oportunidades, mas não tanto a ponto de impedir que os filhos experimentem as limitações, frustrações e esforços que ajudam a moldar a ambição. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: InfoMoney