Justiça dá 24 meses para concluir a demarcação, condena União a pagar R$ 10 milhões e determina pedido público de desculpas a indígenas. Search povos tradicionais Após quase extinção dos Tapayuna, Justiça ordena demarcação de território no MT Sentença dá 24 meses para concluir a demarcação, condena União e Funai a pagarem R$ 10 milhões e determina pedido público de desculpas; se confirmado por instâncias superiores, processo pode levar anos e vai depender de retirada de não indígenas da área Por Daniel Camargos | Edição Carlos Juliano Barros 23/07/2026 05:00 + YAIKU TAPAYUNA cresceu no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, ouvindo a mãe e os mais velhos chorarem pela terra da qual seu povo foi expulso. Mais de meio século depois da remoção forçada de seus antepassados, ele finalmente comemora um avanço: a Justiça Federal deu ao Estado brasileiro dois anos para concluir a demarcação do território originário. Depois de ataques com alimentos envenenados, atribuídos a seringueiros, e de epidemias que mataram a maior parte do povo, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) retirou os Tapayuna de seu território, em 1970. Um grupo de 41 sobreviventes foi levado para o Parque Indígena do Xingu, reserva criada pelo governo federal em 1961 e habitada por povos de diferentes etnias. Desde então, os Tapayuna e seus descendentes vivem em terras de outros povos. Tapayuna é o nome pelo qual o povo ficou mais conhecido. Eles se autodenominam Kajkwakhratxi, expressão traduzida como “tronco do céu”. O território tradicional fica entre os rios Arinos e Sangue, no noroeste de Mato Grosso, e nunca foi demarcado. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.