OUTRO LADO: Luís Pablo Conceição Almeida diz que testemunhas ouvidas no processo negaram terem sido coagidas por ele. De acordo com as investigações da Operação Turing, deflagrada em 2017, ele fazia parte de um grupo de blogueiros que recebia de um policial federal informações sigilosas sobre inquéritos em andamento e cobrava dinheiro dos alvos para não divulgá-las na internet, com valores que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 10 mil. As pessoas que eram supostamente extorquidas aproveitavam o acesso aos dados vazados para fugir ou destruir provas, segundo o Núcleo de Inteligência Policial do Maranhão. À época, Dino era governador e exonerou o policial federal de um cargo na Seap (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária). Luís Pablo chegou a ser preso no dia da operação, mas foi solto horas depois. À Folha o jornalista —que tem registro profissional válido— afirmou que as testemunhas ouvidas no processo negaram terem sido coagidas ou extorquidas por ele. No processo, sua defesa também alega que são nulas as interceptações telefônicas utilizadas como prova. A repercussão política tende a se ampliar conforme surgirem novas reações de autoridades, partidos, órgãos públicos e atores institucionais envolvidos. Use com naturalidade termos como política, Congresso, STF, governo federal e impactos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.