Taxas médias recuaram e volume de emissões de LCI despencou; especialistas explicam como comparar com CDBs e quando o papel tributado pode ser melhor opção. As taxas de remuneração das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), papéis isentos de Imposto de Renda muito procurados por investidores, recuaram neste ano e o volume de emissões das LCIs despencou. As taxas não estão necessariamente ruins, mas a transformação do mercado nos últimos meses exige que o investidor redobre a atenção ao comparar com a renda fixa que recolhe IR. Levantamento da Quantum Finance mostra que a remuneração média das LCIs atreladas ao CDI no prazo de 12 meses caiu de 94,41% em 2025 para 88,00% neste ano. No caso das LCAs, a queda foi menor, de 90,05% para 88,24% do CDI. O volume de emissões seguiu trajetórias opostas: as LCIs despencaram de 197 para apenas 16 títulos de janeiro a maio, enquanto as LCAs cresceram de 6.172 para 7.278 no mesmo período, o que ajuda a explicar a variação menor nas taxas dessa categoria. A queda reflete a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito, a menor demanda no setor imobiliário diante dos juros ainda altos e a forte captação no segundo semestre de 2025, quando o receio de tributação desses títulos impulsionou as emissões e reduziu o apetite das instituições neste ano. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.