Teerã amplia subsídios, distribui vouchers e diz que consegue suportar por mais tempo a pressão de Donald Trump. "A gente costumava jogar fora os ossos, mas agora um monte de gente vem comprar", diz Mojtaba. "E se não fosse o subsídio do governo [R$ 25 por mês por pessoa], já tínhamos fechado as portas." Os preços das carnes subiram mais de 40% desde o começo da guerra, e o movimento caiu pela metade. Saeid, 52, desempregado, passa no açougue de Mojtaba todos os dias. Mas só vai para perguntar os preços e ver o quanto subiram. A última vez em que ele comeu frango, a proteína mais barata, foi há mais de um mês. Antes, comprava toda semana. "Quem está pagando o preço desta guerra é a gente", diz Saeid, que perdeu o emprego em uma barbearia no ano passado. Nas ruas de Teerã, é difícil achar sinais da guerra. As autoridades limparam os destroços da maioria dos locais bombardeados no início do conflito. As ruas e os cafés estão cheios. Mas os efeitos econômicos do conflito, principalmente a inflação dos alimentos, estão bem presentes. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.