Indígenas e cientistas psicodélicos avançam com conversa difícil sobre Jurema
Seminário em aldeia de Pernambuco reuniu mais de 500 pessoas de várias etnias do Nordeste com pesquisadores. [RESUMO] Seminário na terra Tapera do povo truká expôs, mais uma vez, os embates de pesquisadores acadêmicos e indígenas a respeito do uso de psicodélicos extraídos de raízes de plantas, como a jurema-preta, em terapias para transtornos psíquicos. Choque entre as duas formas de saber e de concepção do mundo por vezes parece sem possibilidade de conciliação, mas manifestações no encontro abriram brechas para algumas formas de entendimento. A ciência psicodélica voltada a desenvolver novas terapias para transtornos psíquicos tem um nó górdio a desatar. Ele a mantém presa num cabo de guerra com o conhecimento indígena, fonte de vários compostos alteradores da consciência em sua mira, numa paralisia conflituosa que impede os dois lados de caminharem juntos na disseminação de tratamentos inovadores. O impasse se evidenciou mais uma vez no 2º Seminário Medicinas Ancestrais – Jurema: Ciências, Cuidado, Proteção, realizado de 23 a 26 de maio na terra Tapera do povo truká. O encontro reuniu mais de 500 pessoas de várias etnias do Nordeste com pesquisadores e profissionais de saúde numa oca com formato de amplo prisma triangular coberta de taboa, a uma centena de metros do rio Opará (São Francisco) no município de Orocó (PE). No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo