Intelectual morto pela polícia secreta de Hitler passa a integrar mausoléu reservado a personalidades históricas da França. Ao celebrar os 80 anos da libertação de Estrasburgo do domínio nazista, no período entre as grandes guerras, o governo francês decidiu levar ao Panteão o historiador, colocando-o ao lado de uma lista de heróis nacionais. Ele se torna um imortal por seu papel como combatente da pátria na Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), mas também por contribuições como pensador sui generis da história mundial. Bloch encarna a síntese de todas as lutas contra os nacionalismos que resumem o século 20. Sua escolha segue os critérios usados pelo governo Macron. Há dez anos no comando do país, o presidente escolheu esse francês de origem judaica por sua participação na Resistência antinazista, e sobretudo por considerar que ele está entre aqueles que mudaram o rumo das coisas na década de 1930. A cerimônia em Paris incluiu o cortejo que levou os dois caixões, o de Bloch e o de sua esposa, Simonne, pela rua Soufflot até a praça do Panthéon, onde estavam dispostos uma série de quadros ilustrativos da vida do historiador. Seus descendentes, no entanto, pediram que os restos do patriarca não fossem transferidos do cemitério original da família no departamento de Creuse, no coração da França; em vez disso, os caixões continham livros e objetos pessoais do casal. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.