Foundry reúne aulas, comunidade e simulações de reuniões. Como parte de um experimento jornalístico, estou fazendo o papel de um fundador de startup irremediavelmente delirante. Enquanto detalho meu plano de criar um "Uber para bananas", seu sorriso calmo e educado não se altera. Tampouco mudam as pequenas sombras projetadas pelas dobras de sua camisa. Seus ombros oscilam levemente para a frente e para trás —e com uma regularidade um pouco excessiva. Isso porque, embora pareça que estou conversando com Jeff Bussgang, cofundador da Flybridge Capital e professor sênior da Harvard Business School, na verdade estou falando com seu avatar de vídeo gerado por IA. Quando converso com o verdadeiro Bussgang —que, assim como sua versão de IA, não fica impressionado com minha ideia de entregar bananas mais rapidamente—, ele admite que a simulação é pelo menos um pouco "assustadora". Mas acrescenta: "Meus alunos adoram". Bussgang é um dos vários professores da Harvard Business School que se ofereceram para ajudar a criar clones de inteligência artificial de si mesmos para um novo curso intensivo de empreendedorismo com duração de oito semanas, chamado HBS Foundry. Harvard testou o produto, que custa US$ 699 (cerca de R$ 3.600), com mais de cem universidades em 50 estados dos EUA. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.