Eduardo Alhadeff traçou um diagnóstico preciso de como o cenário global e doméstico se transformou e o que isso significa para quem investe. O mercado de crédito brasileiro vive um paradoxo: enquanto juros sobem, bolsa derrete e dólar se valoriza, os títulos de dívida privada navegam em águas próprias, pouco influenciadas pela turbulência macroeconômica. Essa desconexão, longe de ser um problema, pode ser exatamente o que investidores precisam numa carteira diversificada — e é sobre isso que o setor financeiro debate com crescente atenção. A avaliação é de Eduardo Alhadeff, sócio e gestor da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos, que participou do programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo. Na conversa, Alhadeff traçou um diagnóstico preciso de como o cenário global e doméstico se transformou desde janeiro e o que isso significa para quem investe em dívida corporativa. “O mercado mudou muito”, afirmou Alhadeff. No começo do ano, o consenso apontava para um ciclo expressivo de cortes de juros no Brasil — havia quem apostasse numa queda de três pontos percentuais ou mais na taxa básica, com a Selic podendo recuar dos atuais 14% até os 11%. O dólar enfraquecia, as commodities estavam estáveis e a indefinição eleitoral mantinha o mercado em compasso de espera. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.