Gabriel e Daniela foram ao Camboja para trabalhar; ela ficou presa, ele voltou ao Brasil
Brasileiros viajaram com promessas de emprego e ganhos financeiros, mas se tornaram possíveis vítimas de tráfico humano. O ritual era burocrático e religioso. Enquanto um policial preenchia os dados de um dos mortos em uma ficha, o ambiente estava preparado com um altar dourado que continha incensos, alimentos e fotos. Em dia de cremação, disseram os funcionários, é sempre assim. É também uma questão de praticidade. Como o espaço armazena corpos de estrangeiros e a repatriação é um serviço de alto custo, famílias optam pelo traslado das cinzas. A opção foi oferecida aos pais do brasileiro Gabriel Oliveira, 24, que morreu no país em julho de 2025. A professora Leniêr Quirino, 54, e o veterinário Daniel de Araújo Vieira, 55, recusaram a alternativa. Eles precisavam ter certeza de que se tratava do filho. O local abrigou o corpo de Gabriel, que morreu em circunstâncias não esclarecidas, por cerca de um ano, até que fosse repatriado pela família. A empresa que supostamente o teria empregado afirmou por mensagens à família que a morte foi decorrente da explosão de um micro-ondas, mas não apresentou nada que sustentasse essa afirmação. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo