Sem o algarismo, seria impossível termos celulares e computadores, mas nem sempre ele existiu como os outros. Nosso cérebro é treinado para perceber coisas que existem, não a ausência delas. Por isso, é difícil de entender o que é o zero fora de uma conta. Além da matemática, o zero tem um quê filosófico. Ele representa a ausência, e carrega a ideia de algo invisível, que não está em um lugar. Ao mesmo tempo, ele é um nada que existe, uma fronteira entre existir e não existir. "O zero foi um dos últimos números que a humanidade descobriu", conta o matemático Marcelo Viana, diretor do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e colunista da Folha. Parece estranho, já que o zero é o primeiro número da fila quando a gente aprende sobre os números: zero, um, dois, três... Mas a explicação faz sentido se você parar para pensar que, lá no início da humanidade, os números serviam para contar e medir coisas que existiam. Por isso, o zero não servia para nada, já que você não precisa contar quantas galinhas não existem no seu quintal. Se você não tem nenhuma galinha, simplesmente não conta. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.