Especialistas explicam como os estímulos urbanos interferem nos mecanismos biológicos. Para entender até que ponto a urbanização é hostil ao descanso noturno, a reportagem conversou com Alexandre Pinto de Azevedo, psiquiatra e coordenador do Programa de Transtornos do Sono do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), Lucio Huebra, neurologista e médico do sono da ABS (Academia Brasileira do Sono), e Luciana Palombini, pneumologista e pesquisadora do Instituto do Sono. A boa qualidade do sono depende de questões internas individuais e de estilo de vida, mas sofre importante influência de fatores ambientais, como iluminação do quarto e climatização, bem como do processo de urbanização. As grandes cidades operam com excesso de estímulos e condições inadequadas para o relaxamento e o sono, como ruído, luz artificial, tráfego intenso, calor urbano e poluição do ar. Isso pode elevar o estresse e a ansiedade, com prejuízo à qualidade do sono. É por isso que o sono deve ser encarado como uma questão de saúde pública e pauta importante para o planejamento urbano. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.