Companhias ligadas ao agro temem seca, quebra de safra e alta da inadimplência; no varejo, calor é oportunidade de vendas. De acordo com levantamento feito pela Folha com as 76 companhias listadas no principal índice da Bolsa, a expectativa para o primeiro grupo é que o super El Niño traga riscos de crédito e calotes no setor rural, aumente sinistralidades, quebre safras agrícolas e crie gastos adicionais com logística. Os dados levam em conta o conteúdo das teleconferências de resultados do segundo trimestre deste ano. Para o outro grupo, o calor pode ser um trunfo de vendas. Empresas como Magazine Luiza e Assaí analisaram como os termômetros nas alturas podem influenciar o comportamento do consumidor e catalisar vendas de segmentos específicos. "O calor faz muita diferença para nós. A linha de ar-condicionado e ventilação vende muito e mexe muito o ponteiro, assim como a categoria de refrigeração, que é a que vende mais na companhia. No calor, vendemos muito", afirmou Fabrício Garcia, vice-presidente de operações da Magazine Luiza, na teleconferência do início do mês. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.