Estudo com quase 89 mil pessoas indica que a exposição à luz à noite interfere no ritmo circadiano. A pesquisa se baseou em dados do UK Biobank, levantamento nacional do Reino Unido. Os participantes selecionados foram acompanhados por cerca de oito anos e tiveram a exposição à luz medida por sensores usados no pulso durante uma semana. Os equipamentos eram capazes de captar a luminosidade real do ambiente. Os resultados demonstram que pessoas que dormem em quartos mais claros têm maior risco de desenvolver doenças cardíacas do que as que o fazem em ambientes mais escuros. O risco foi aumentado em 56% para insuficiência cardíaca, em 47% para infarto e em 30% para doença arterial coronariana, fibrilação atrial e acidente vascular cerebral (AVC). "São números bastante expressivos e, de certa forma, surpreendentes", destaca a cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita. Segundo ela, trabalhos anteriores estimavam a luz por imagens de satélite. Ao usar a exposição individual a esse fator, essa metodologia transforma uma suspeita antiga em evidência mais robusta. "A gente já tinha a hipótese de que a luz noturna poderia prejudicar a saúde, mas esse estudo ajuda a consolidar isso como um fator relevante dentro da higiene do sono ", analisa Soares. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.