De Chico a Martinho da Vila, livro conta como artistas driblaram a censura militar
Miguel de Almeida traz relatos de. Antônio Romero Lago, chefe do Serviço de Censura e Diversões Públicas durante a ditadura militar, era na verdade Hermelindo Ramírez Godoy, um assassino foragido. Em 1944, matou duas pessoas no interior do Rio Grande do Sul. Depois mudou de nome, obteve documentos falsos e fez carreira no serviço público até chegar ao comando da censura. A história é uma das reunidas pelo escritor e cineasta Miguel de Almeida em "Chame o Ladrão", livro em que percorre os anos da ditadura em busca das maneiras encontradas por artistas para enfrentar ou contornar os censores. Almeida diz ter começado a pesquisa de três anos ao perceber que os relatos sobre o período privilegiavam um tipo específico de enfrentamento. "A história da censura sempre tinha um tom muito guerreiro e amargo", afirma. "Mas havia uma resistência que não tinha sido contada, que se dava às costas dos generais, na barba da censura.". No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo