Custo da viagem e critérios opacos tornam acesso ao torneio cada vez mais desigual. A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo. Quando México, Estados Unidos e Canadá apresentaram sua candidatura conjunta para sediar a Copa do Mundo, a promessa era a de uma América do Norte integrada. O torneio serviria para celebrar fronteiras permeáveis, cooperação econômica e circulação de pessoas. Mais de uma década depois, a Copa finalmente chegou. Mas o continente que a recebe parece bem diferente daquele imaginado por seus organizadores. Milhões de torcedores cruzaram —ou tentaram cruzar— fronteiras nas últimas semanas para acompanhar os jogos. Mas outros milhares não conseguiram sequer obter os vistos necessários para viajar. Em vários países latino-americanos, a espera por entrevistas consulares continua longa, os critérios de aprovação são opacos e o custo da viagem tornou-se proibitivo. Ao mesmo tempo, o endurecimento dos controles migratórios nos Estados Unidos criou um clima de insegurança para muitos visitantes, mesmo entre aqueles que possuem documentação regular. Em uma entrevista sobre o tema, o consagrado diretor Gonzalo Inarritu insuflou os ânimos: "Faremos um jogo, em Guadalajara, dominada pelo Cartel de Jalisco? Estamos mal mesmo". No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.