Com o juro real cravando níveis raros na história dos títulos de inflação, a captação do papel quase dobra no primeiro semestre ante mesmo período de 2025. A janela rara nos títulos de inflação que o mercado passou meses anunciando não ficou aberta à toa. O investidor respondeu com o bolso, e as vendas do Tesouro IPCA+ somaram R$ 18,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, um salto de 73% ante os R$ 10,9 bilhões do mesmo período de 2025. Foi, de longe, o título público que mais acelerou no ano, em movimento diretamente ligado às taxas históricas. O ritmo do IPCA+ deixou para trás até o tradicional porto seguro da renda fixa. O Tesouro Selic, campeão absoluto de captação, cresceu 23% na mesma comparação, de R$ 24,9 bilhões para R$ 30,7 bilhões. Com o avanço, o IPCA+ encurtou a distância para Selic e passou a vender o equivalente a 61% do volume do papel pós-fixado, contra 44% um ano antes. O que move essa migração é a remuneração. Ao longo do semestre, a maioria dos vencimentos do Tesouro IPCA+ passou a pagar juro real acima de 7% ao ano, com o miolo e os papéis mais curtos flertando com os 8%, em alta que ganhou força na reta final do semestre. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.