Dono da rede japonesa aposta em aquisições e hotéis próprios para transformar marca enxuta em potência global de hospitalidade. (Bloomberg) — Nos hotéis da rede japonesa APA, os quartos são notoriamente minúsculos, as comodidades surpreendentemente luxuosas e a marca inconfundível. Agora, a rede familiar que transformou eficiência em um império de hospitalidade aposta que pode exportar sua fórmula tipicamente japonesa para o exterior, começando pela América do Norte. O APA Group, conglomerado hoteleiro com sede em Tóquio fundado há cinco décadas pelo falecido Toshio Motoya e por sua esposa Fumiko, busca crescimento internacional em um momento em que o boom do turismo no Japão — impulsionado pelo iene fraco — mascara ventos contrários demográficos mais profundos. O presidente-executivo Isshi Motoya, filho do casal, de 55 anos e herdeiro do negócio, afirmou que a empresa planeja aumentar a receita internacional e avançar mais no segmento de hospitalidade de alto padrão, marcando uma nova fase para uma marca há muito associada a espaços compactos e design hiper eficiente. O plano agora, disse Isshi, é operar diretamente hotéis em grandes cidades-portal dos EUA, atuar via franquias em mercados regionais e, posteriormente, construir uma rede mais ampla no entorno do Pacífico, ligando o Japão ao Havaí e à Austrália. A companhia projeta um aumento de mais de 30% na receita até o ano fiscal de 2030 e pretende dobrar o número de quartos em hotéis no exterior, para 10 mil, no ano seguinte. A expectativa é que parte do crescimento venha por meio de aquisições fora do Japão. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.