Gigantes ampliaram exposição líquida via opções enquanto Morgan Stanley e Soros saíram da Bolsa antes da virada negativa em abril. No primeiro trimestre de 2026, enquanto o fluxo líquido de estrangeiros para a B3 somava R$ 53,83 bilhões, os maiores gestores globais movimentavam bilhões de dólares em posições no principal ETF de ações brasileiras no exterior, o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), em direções opostas. Documentos 13F entregues à Securities and Exchange Commission (SEC) mostram que parte deles saiu antes da forte saída de capital estrangeiro vista entre o fim de abril e as primeiras semanas de maio, enquanto outros incrementaram fortemente a carteira com opções de compra. O EWZ é o principal veículo utilizado por investidores internacionais para ganhar exposição ao mercado acionário brasileiro sem operar diretamente na B3. As declarações 13F são obrigatórias para gestores com mais de US$ 100 milhões sob gestão nos Estados Unidos e registram o saldo ao final de cada trimestre. O Citadel, um dos maiores hedge funds do mundo, reduziu sua posição direta em ações do EWZ em 92%, de 2,5 milhões para 202 mil cotas. Mas, ao mesmo tempo, suas opções de compra sobre o ETF saltaram de 23,3 milhões para 45,6 milhões de contratos, uma adição equivalente a US$ 895 milhões (R$ 4,5 bilhões). Já as opções de venda caíram de 16,7 milhões para 6,9 milhões, levando a posição líquida via opções de 6,6 milhões para 38,7 milhões de contratos. A casa, portanto, não saiu do Brasil, mas migrou a exposição de ações para derivativos e ficou consideravelmente mais comprada. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.