Corrida para repor estoque militar gasto contra o Irã deixa o governo americano refém de minerais críticos chineses. A China incluiu duas mineradoras dos EUA de terras raras em sua lista de controle de exportações, que já tem oito empresas de tecnologia. A medida é uma resposta ao Pentágono, que vetou empresas chinesas por suposta ligação com o Exército de Libertação Popular. A MP Materials e a USA Rare Earth ficam proibidas de comprar produtos chineses de uso civil e militar, informou o Ministério do Comércio. A ordem também atingiu a fabricante de motores Aveox e as empresas de drones Red Cat e Teal Drones. Pequim barrou ainda 46 companhias americanas de defesa da disputa por contratos do governo chinês. São as primeiras medidas chinesas contra empresas dos EUA desde a trégua comercial firmada em outubro. A retaliação mostra a tensão que persiste mesmo após Xi Jinping e Donald Trump prometerem estabilidade na cúpula de Pequim no mês passado. As duas mineradoras estão na linha de frente do esforço americano para reduzir a dependência das terras raras chinesas. Ambas receberam dinheiro do governo dos EUA para desenvolver minas no país, e a USA Rare Earths tem empreendimentos no exterior, incluindo a mina de Serra Verde em Goiás. A China produz 69% das terras raras do mundo e 83% do tungstênio, enquanto os americanos importaram mais de 95% das terras raras que consumiram no ano passado, segundo o Escritório de Responsabilidade Governamental dos EUA. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.