Curtumes do RS e MG abastecem as maisons europeias, mas o produto chega ao mercado como "couro italiano". EXAME - Negócios, Economia, Tecnologia e Carreira Assinar Entrar Casual Guia de Viagens VINHOS TURISMO GASTRONOMIA RELÓGIOS CARROS CEOs NO TEMPO LIVRE Home Casual As fabricantes brasileiras que abastecem Chanel e Gucci Curtumes do RS e MG abastecem as maisons europeias, mas o produto chega ao mercado como "couro italiano" Couro bovino empilhado em curtume: matéria-prima que abastece as maisons europeias. O Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo. Tem também uma das maiores indústrias de curtimento do planeta, com mais de 30 mil empregos diretos e uma receita de exportação que ultrapassou US$ 1,26 bilhão (R$ 7,2 bilhões) em 2024, alta de 12,5% sobre o ano anterior, segundo dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). O que falta, em geral, é o crédito pelo produto final. O couro que sai de curtumes no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais chega à Europa como matéria-prima, é processado por curtidoras italianas na região do Vêneto e volta ao mercado embalado com etiqueta de luxo. Para o consumidor que compra uma bolsa da Fendi ou da Saint Laurent, a origem da pele raramente aparece. Essa cadeia tem nomes e endereços. Uma investigação da ONG britânica Earthsight, publicada em junho de 2025 sob o título "O preço oculto do luxo", rastreou remessas de couro bovino do Pará para curtumes italianos e mapeou como o material chegava, já transformado e rebatizado, às prateleiras de marcas como Chanel, Gucci, Balenciaga, Fendi, Coach e Saint Laurent. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.