Artista Igor Vidor cria com terra e pólvora para lembrar o massacre de Canudos
Obras estão em exposição na galeria Verve, em São Paulo. Detalhde de 'Cavalo Pálido' (2026), obra de Igor Vidor feita com pólvora inativada - Divulgação. Aumentar fonte João Perassolo São Paulo Em 16 de fevereiro de 1897, um jornal reportou que Antônio Conselheiro e seus seguidores haviam se desmembrado e abandonado Canudos. Menos de um mês depois, outro periódico justificava a guerra do Exército contra a pequena comunidade baiana dizendo que o conflito "não se tratava apenas de combater um grupo de fanáticos ignorantes, ou de malfeitores insensatos —mas sim de enfrentar com um núcleo de revoltados contra o sistema de governo". Retirados de jornais do acervo da Biblioteca Nacional, os trechos mostram o papel da imprensa em apoiar a revolução governista contra o líder religioso que tentou estabelecer uma sociedade autossuficiente longe das amarras da então recém-formada República. Em sucessivas investidas do governo ao longo de cerca de um ano, o grupo de Canudos foi dizimado —o que, para o artista Igor Vidor, é um marco na história da violência do Estado brasileiro. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo