Perspectivas de inflação para o Brasil deterioraram e devem pressionar o Banco Central a pausar antes o ciclo de corte de juros, retomando em 2027. Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central a pausar o ciclo de corte de juros antes do esperado. Para a XP, o cenário-base mudou e, agora, prevê a taxa Selic em 14% ao fim de 2026. Isso significa mais tempo com juros restritivos no país, o que encarece a concessão de crédito e limita os investimentos. O cenário só não é pior porque a valorização do real consegue conter, em partes, a inflação. A mudança de projeção considera não apenas a guerra no Oriente Médio, que se estende além do previsto inicialmente, mas também crescem as pressões inflacionárias sobre componentes voltados à Inteligência Artificial e produtos agrícolas com a chegada de um El Niño severo, além das medidas domésticas de estímulo fiscal e crédito, que devem pressionar a demanda, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos. E inflação pressionada vira objeto de combate do Banco Central, que tenta segurar o consumo com a taxa básica de juros. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.