Resultados eleitorais da direita em Chile, Colômbia e Peru teriam convencido Washington de que interferência funciona. Em uma tentativa de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, Trump recebeu o senador do PL no Salão Oval um dia antes de designar facções brasileiras como terroristas, manteve um canal aberto com Eduardo Bolsonaro, que recebeu um green card do governo, e impôs novo tarifaço sobre o país —com o secretário de Estado, Marco Rubio, dizendo explicitamente que as negociações falharam por causa de Lula. Nas redes sociais, o chefe da diplomacia americana escreveu que "o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", e que o petista "colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso". Em resposta o Itamaraty chamou a fala de "ataque grosseiro e arrogante". Analisando essa cronologia, o professor Felipe Loureiro, do Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), avalia que a sequência de vitórias de aliados de direita de Washington na América Latina pode ter incentivado Trump a pressionar mais o governo brasileiro a fim de prejudicar o petista nas eleições. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.