Vik Muniz usa cinzas do Museu Nacional para recriar relíquias perdidas em incêndio
Trabalhos remontam, por exemplo, crânio de Luzia, o mais antigo hominídeo do continente americano. No caso, os restos de objetos do acervo que se perderam, tentando recriá-los por meio de sua arte. Fez isso, por exemplo, com as cinzas recuperadas de Luzia, o mais antigo hominídeo do continente americano, cujos fragmentos do crânio encontrados em Minas Gerais na década de 1970 datam de cerca de 12 mil anos. Com base em fotos, redesenhou Luzia com sua própria poeira e depois fotografou o resultado. Essa obra e mais dez fotografias de recriações de outras peças, além de nove esculturas feitas de resina misturada a cinzas, estão expostas na mostra "Rescaldo das Memórias", em cartaz no Museu Nacional. As réplicas foram desenvolvidas com ajuda tecnológica do Laboratório de Processamento de Imagem Digital do Museu Nacional, o LAPID, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Eu preferia que eu nem tivesse tido a ideia", diz Muniz, ao lembrar ainda hoje da crise de choro que teve ao tomar ciência do incêndio, em um lugar que ele conhecia tão bem. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo