Com o avanço das redes sociais também dentro das companhias, o uso de imagem de empregados podem gerar de ações trabalhistas a problemas com LGPD, segundo especialistas. A presença cada vez maior das empresas nas redes sociais virou uma nova fonte de preocupação para os departamentos jurídicos e de recursos humanos. Vídeos institucionais, campanhas publicitárias, conteúdos promocionais e até as chamadas “trends” que viralizam em plataformas digitais passaram a contar frequentemente com a participação de empregados. O que muitas vezes parece apenas uma estratégia de marketing, porém, pode resultar em discussões sobre direito de imagem, proteção de dados pessoais, assédio moral e responsabilidade trabalhista. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney alertam que a exposição da imagem de trabalhadores sem autorização adequada pode gerar pedidos de indenização e até questionamentos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O debate também alcança situações aparentemente informais, como a criação de memes e figurinhas de WhatsApp com fotos de colegas de trabalho. “O principal erro das empresas é acreditar que uma autorização genérica assinada na admissão resolve o tema. Quanto maior a exposição e quanto mais promocional for o conteúdo, maior a importância de um consentimento específico e destacável”, afirma a advogada Raquel Rizzardi, coordenadora trabalhista do Guarnera Advogados. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.