Bolsa-auxílio se torna essencial para fechar contas, mas medo de perder renda leva a sobrecarga. Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional. Acorda, estuda, trabalha, dorme (pouco) e repete. Se essa é a sua rotina, você tem muitos colegas que compartilham da mesma realidade. Na edição de hoje, em parceria com o Lucas Leite, da Folha Estudantes, damos dicas para tornar essa rotina exaustiva um pouco mais funcional. Às cinco horas da manhã, a estudante Jad Ellen Vieira, 23, está acordada para iniciar o seu dia. Aluna do nono semestre de engenharia de alimentos, ela divide o seu tempo entre os laboratórios da faculdade —onde se dedica ao TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)— e o estágio na empresa multinacional Bimbo. Só de pensar na divisão de horas de um dia da aluna, dá para imaginar o equilíbrio necessário para não ser consumido pela rotina de vida acadêmica e início de carreira. A boa notícia é que muitas das pessoas com quem você cruzará no mercado de trabalho passaram por essa fase. Isso não significa que todas as lideranças serão compreensivas com o cotidiano exaustivo do estagiário, mas há uma boa chance de que elas entendam. Por que importa? O estágio é, muitas vezes, a porta de entrada de um profissional no mercado. Com um pouco menos de horas na carga e supervisão contínua, é um bom momento para testar as águas do que pode vir a ser a sua carreira. É um excelente momento para criar contatos e começar a assentar naquilo que pode ser um caminho para a trajetória de trabalho futura. Quando você é estagiário, é café com leite na empresa. Os gestores, em geral, são mais compreensivos com erros e mais flexíveis quanto a obrigações. Você pode usar esse tempo para dar ideias, construir relações e experimentar um pouco do que cada função numa equipe profissional pode oferecer, indica Mônica Marcele de Oliveira, supervisora do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola). Ainda que você seja o caçula da equipe, precisa levar a sério suas funções na equipe. Relembrando... caso você tenha esquecido, aí vão algumas regras que regem o estágio. Ele não gera o tradicional vínculo empregatício e tem um limite legal de seis horas diárias, somando 30 horas semanais. Para garantir o caráter educativo dessa experiência e não deixar que o aluno vire uma mão de obra barata, as instituições de ensino desempenham um papel de filtro. A universidade precisa validar se a vaga tem relação estrita com o curso e garantir, por exemplo, que o aluno tenha no mínimo uma hora de intervalo entre o fim do expediente na corporação e o início das aulas. A instituição de ensino deve atuar como a "torre de comando" e o aluno é o piloto da sua própria carreira, explica o professor Enzo Bissoli, coordenador de desenvolvimento discente e de carreira do Mackenzie. O papel da instituição educacional é mapear e orientar o estudante que, por estar em formação, não pode ser tratado ou cobrado pelo mercado como um profissional sênior. ↳ Vale lembrar que a Lei do Estágio permite que você reduza sua carga horária em épocas de provas e trabalhos. Para isso, a instituição de ensino precisa notificar a empresa das datas de provas e cabe a você, claro, comunicar o seu gestor com antecedência de que estará menos disponível naqueles dias. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.