Aumento das temperaturas do planeta torna impactos do fenômeno menos previsíveis. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa, na sigla em inglês) afirma que as chances do El Niño se desenvolver entre maio e julho são altas. Essa é uma das principais razões para os cientistas afirmarem que o fenômeno pode levar o planeta a bater o recorde de 2024 de ano mais quente desde o início dos registros modernos, em meados do século 19. El Niño e La Niña são as fases opostas de um ciclo climático natural ativo no Pacífico há milênios. Ambos se manifestam em intervalos irregulares e diferentes intensidades, mas o aquecimento constante causado pela queima de combustíveis fósseis já influencia a maneira como esses episódios moldam o clima em termos mundiais. "Estamos agora em uma linha de base climática diferente, ou seja, não dá mais para ter os episódios passados como base para o futuro", explica Clara Deser, cientista do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica em Boulder, no Colorado. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.