Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos, diz
Segundo James Loxton, filiação com líder autoritário, caso de Keiko Fujimori, no Peru, pode ser principal apelo em um político. Cerca de um quinto dessas nações elegeram ex-líderes autoritários ou seus filhos como presidentes ou primeiros-ministros, afirma o cientista político canadense James Loxton. O professor de política comparada da Universidade de Sydney é o autor do artigo "Por que elegemos ex-ditadores e seus filhos?", publicado no Journal of Democracy de abril. "Eu uso o termo 'herança autoritária' para descrever o fato simples, mas também um tanto incômodo, de que pode ser vantajoso para partidos sucessores autoritários, ou para os filhos do ex-ditador ou o próprio ex-ditador, ter raízes em uma ditadura sob a democracia", afirma. Os principais exemplos no Brasil são Getúlio Vargas, eleito em 1950 após instaurar uma ditadura, o Estado Novo, em 1937, e o PFL (Partido da Frente Liberal), um dissidente da Arena (Aliança Renovadora Nacional), sigla que sustentou o regime militar de 1964 e atualmente chamado União Brasil. O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo